terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Imobiliarias de RP em alerta

As imobiliárias de Ribeirão Preto estão em alerta por causa do chamado golpe do fiador. Para evitar as fraudes elas redobraram o rigor na hora de avaliar os documentos. “Já ocorreram alguns casos e, por isto, estamos tomando cuidado. A documentação prévia é avaliada e exigimos cópias de tudo com firma reconhecida e o selo do cartório também é analisado”, afirma Sinésio Donizete Nunes Rodrigues, delegado do Conselho Regional dos Corretores de imóveis (CRECI).

Rodrigues acredita que a maioria das imobiliárias está preparada para identificar os falsos fiadores. “Todos estão informados e são rigorosos e quem é flagrado tentando dar o golpe avisamos à polícia”, diz. Em Ribeirão Preto existem 157 imobiliárias e uma avisa à outra sobre possíveis fraudes.

O golpe

Geralmente, no golpe do fiador, os falsários utilizam indevidamente os documentos furtados ou roubados de outras pessoas e tentam ludibriar as imobiliárias. “Quando isto acontece estão utilizando os documentos irregulares para aplicar um golpe e isto representa estelionato”, avisa o delegado Carlos Alberto Rocha Gomes Silva, titular da Delegacia de Investigações Gerais, que nos últimos dez dias atendeu três casos de vítimas do golpe.

Para evitar problemas com fiadores as imobiliárias também aceitam outros tipos de transações, entre elas, o seguro fiança e o título de capitalização. Nestes casos, quem deve ficar atento é o corretor de seguros, explica Alessandro Digerolano, que todo mês preenche 50 fichas de propostas para locação. Ele calcula que pelo menos uma vez por mês locatários tentam ludibriá-lo com documentos falsos. “Muita gente traz holerite ou imposto de renda falso e eu imediatamente comunico à seguradora”, avisa.

Muitas pessoas estão aderindo a novas modalidades de fiança. O seguro fiança já atrai 11% dos locatários, 34% geralmente fazem a opção pelo depósito ou caução e 55% ainda prefere o fiador físico. Os dados são do CRECI. No seguro fiança o locatário precisa depositar todo o ano duas vezes o valor do aluguel e não tem o dinheiro de volta. Existe também o título de capitalização, onde a pessoa precisa aplicar de seis a oito aluguéis, mas neste caso o dinheiro é restituído ao término do contrato.

Fonte: Jornal A Cidade

Data: 30/04/07

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